{"id":50,"date":"2016-08-15T18:13:51","date_gmt":"2016-08-15T21:13:51","guid":{"rendered":"http:\/\/repensar.noblogs.org\/?p=50"},"modified":"2016-08-15T18:13:51","modified_gmt":"2016-08-15T21:13:51","slug":"late-que-eu-to-passando-a-liberdade-feminina-atraves-do-funk","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/repensar.noblogs.org\/?p=50","title":{"rendered":"\u201cLATE QUE EU T\u00d4 PASSANDO\u201d: A liberdade feminina atrav\u00e9s do funk"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\">Por Isabela Rodrigues<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em suas apresenta\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 quest\u00e3o de g\u00eanero, o historiador brasileiro Leandro Karnal sempre utiliza dizer que a sociedade na qual estamos inseridos \u00e9 faloc\u00eantrica, isto porque todo processo de formula\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio ocidental contempor\u00e2neo est\u00e1 ligado \u00e0 no\u00e7\u00f5es que nos remontam \u00e0 antiguidade onde os princ\u00edpios mitol\u00f3gicos que permeiam os surgimentos est\u00e3o centrados em figuras que nos remetem ao masculino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desde Abra\u00e3o, passando por Cronos e Pr\u00edapo, temos nas figuras masculinas as medidas que servem de par\u00e2metro para a constitui\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de vig\u00eancia em todos os setores da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tomando como base para an\u00e1lise as reflex\u00f5es de Karl Marx acerca da ideologia, podemos enquadrar a preval\u00eancia do masculino como s\u00edmbolo de poder como um princ\u00edpio passado de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o e de contexto a contexto de forma inconsciente, onde os indiv\u00edduos reproduzem o discurso sem levar em considera\u00e7\u00e3o o impacto que este causa na manuten\u00e7\u00e3o das estruturas sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bourdieu classifica essa gama ideol\u00f3gica como a sociedade da domina\u00e7\u00e3o masculina. A respeito desta percep\u00e7\u00e3o, fica claro que tal domina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel apenas por influ\u00eancias de car\u00e1ter estrutural dentro da nossa sociedade, afinal, para al\u00e9m das estruturas, ela influi diretamente na constru\u00e7\u00e3o das individualidades e, por consequ\u00eancia, contribui para a expans\u00e3o da viol\u00eancia simb\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nos dedicaremos aqui \u00e0 an\u00e1lise de um fen\u00f4meno contempor\u00e2neo que, impulsionado e propiciado pelo movimento feminista gestado desde o s\u00e9culo XVIII, \u00e9 respons\u00e1vel pelo levante de questionamentos acerca da validade da domina\u00e7\u00e3o masculina e que, mesmo sem este intuito, serve como objeto de a\u00e7\u00e3o contra a manuten\u00e7\u00e3o do <em>status quo<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>SOCIEDADE EM CHOQUE, EU VIM PRA INCOMODAR<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/repensar.noblogs.org\/files\/2016\/08\/beijinho_feminista.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-52 aligncenter\" src=\"https:\/\/repensar.noblogs.org\/files\/2016\/08\/beijinho_feminista-300x296.jpg\" alt=\"beijinho_feminista\" width=\"300\" height=\"296\" srcset=\"https:\/\/repensar.noblogs.org\/files\/2016\/08\/beijinho_feminista-300x296.jpg 300w, https:\/\/repensar.noblogs.org\/files\/2016\/08\/beijinho_feminista.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>O funk brasileiro surge como um movimento de express\u00e3o cultural das periferias no final dos anos 1970 na Zona Sul da capital carioca representado, inicialmente, por homens e trazendo em suas composi\u00e7\u00f5es uma grande carga de misoginia e objetifica\u00e7\u00e3o da mulher devido \u00e0 grande propaga\u00e7\u00e3o do ide\u00e1rio da domina\u00e7\u00e3o masculina nos c\u00edrculos menos favorecidos da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim como seu predecessor, o funk estadunidense da d\u00e9cada de 1960, o funk brasileiro tamb\u00e9m traz como uma de suas tem\u00e1ticas principais o sexo. Algo positivo, pois permite um trabalho na dire\u00e7\u00e3o da quebra de tabus, por\u00e9m, como j\u00e1 foi expressa, a presen\u00e7a massiva do imagin\u00e1rio masculino nas composi\u00e7\u00f5es relegava \u00e0s mulheres um papel subalterno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A respeito da inferioriza\u00e7\u00e3o da mulher, podemos considerar que, tal pr\u00e1tica est\u00e1 completamente relacionada \u00e0 no\u00e7\u00e3o de ambiguidade estrutural abordada por Bourdieu, onde:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>A ordem social funciona como uma imensa m\u00e1quina simb\u00f3lica que tende a ratificar a domina\u00e7\u00e3o masculina sobre a qual se alicer\u00e7a: \u00e9 a divis\u00e3o social do trabalho, distribui\u00e7\u00e3o bastante estrita das atividades atribu\u00eddas a cada um dos sexos, de seu local, seu momento, seus instrumentos; \u00e9 a estrutura do espa\u00e7o, opondo o lugar de assembl\u00e9ia ou de mercado, reservados aos homens, e \u00e0 casa, reservada \u00e0s mulheres; ou, no interior desta, entre a parte masculina, com o sal\u00e3o, e a parte feminina, com o est\u00e1bulo, a \u00e1gua e os vegetais; \u00e9 a estrutura do tempo, a jornada, o ano agr\u00e1rio, ou o ciclo da vida, com momentos de ruptura, masculinos, e longos per\u00edodos de gesta\u00e7\u00e3o, femininos (BOURDIEU, 2002, p. 18).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deste modo, o que temos ent\u00e3o \u00e9 apenas um refor\u00e7o do car\u00e1ter dominante do indiv\u00edduo masculino dentro deste setor que, mesmo se tratando de um grupo marginalizado, acentua e reproduz ainda mais opress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Voc\u00ea n<a href=\"https:\/\/repensar.noblogs.org\/files\/2016\/08\/1-a-1-a-a-a-a-fu-o-funk-eh-feminista-pagina-facebook.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-53 alignleft\" src=\"https:\/\/repensar.noblogs.org\/files\/2016\/08\/1-a-1-a-a-a-a-fu-o-funk-eh-feminista-pagina-facebook-190x300.png\" alt=\"1 a 1 a a a a fu o funk eh feminista pagina facebook\" width=\"305\" height=\"481\" srcset=\"https:\/\/repensar.noblogs.org\/files\/2016\/08\/1-a-1-a-a-a-a-fu-o-funk-eh-feminista-pagina-facebook-190x300.png 190w, https:\/\/repensar.noblogs.org\/files\/2016\/08\/1-a-1-a-a-a-a-fu-o-funk-eh-feminista-pagina-facebook.png 459w\" sizes=\"auto, (max-width: 305px) 100vw, 305px\" \/><\/a>\u00e3o sabe o que eu sofri em casa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Apesar de se tratar de um espa\u00e7o ainda opressor, o cen\u00e1rio do funk, depois de muita cr\u00edtica social e do novo levante feminino a partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, come\u00e7ou a se abrir \u00e0 atua\u00e7\u00e3o das mulheres, n\u00e3o apenas como parte da atra\u00e7\u00e3o, sendo dan\u00e7arinas ou animadoras do p\u00fablico, mas \u201cnuma vertente mais feminina, com direito a presen\u00e7a de mulheres comandando as pistas, com a tem\u00e1tica do cotidiano vivido nas favelas em voga\u201d (VIANA, 2010, 15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Neste contexto, surgiram os famosos \u201cbondes\u201d, sendo a Gaiola das Popozudas o grupo feminino de funk a atingir uma das maiores repercuss\u00f5es nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Da\u00ed em diante, o n\u00famero de funkeiras cresce a cada dia e as abordagens do funk feminino se tornam cada vez mais amplas, saindo apenas do cotidiano das favelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uma das principais cr\u00edticas ao funk feminino na atualidade est\u00e1 relacionada \u00e0 abordagem que este g\u00eanero traz a respeito do corpo, pois o discurso que trazem personalidades como Valesca Popozuda, Mc Carol, Mc Marcelly e Mc Mayara, n\u00e3o segue o padr\u00e3o preestabelecido pela domina\u00e7\u00e3o masculina no qual apenas o homem tem direito sobre seu corpo e, n\u00e3o apenas direito, mas o dever de transmitir sexualidade, pois:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>A virilidade, em seu aspecto \u00e9tico mesmo, isto \u00e9, enquanto qualidade do vir, virtus, quest\u00e3o de honra (nif), princ\u00edpio da conserva\u00e7\u00e3o e do aumento da honra, mant\u00e9m-se indissoci\u00e1vel, pelo menos tacitamente, da virilidade f\u00edsica, atrav\u00e9s, sobretudo, das provas de pot\u00eancia sexual \u2013 deflora\u00e7\u00e3o da noiva, progenitura masculina abundante, etc \u2013 que s\u00e3o aspectos de um homem que seja relmente um homem (BOURDIEU, 2002, p. 20).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim, podemos compreender que, a exalta\u00e7\u00e3o sexual do masculino \u00e9 algo que n\u00e3o \u00e9 apenas permitido, mas necess\u00e1rio para que o indiv\u00edduo seja incluso nessa categoria, excluindo, ent\u00e3o a mulher enquanto um ser biologicamente dotado de desejos sexuais e colocando-a numa posi\u00e7\u00e3o de mero instrumento da sexualidade masculina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desta vis\u00e3o que aceita e reproduz a domina\u00e7\u00e3o masculina, parte, ent\u00e3o, o espanto e o asco ao se deparar com o grito de liberdade sexual presente em composi\u00e7\u00f5es como \u201cquero te dar\u201d ou \u201cagora eu t\u00f4 solteira\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como indicado no t\u00edtulo deste subitem, o funk feminino, apesar de estar estreitamente ligado \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o sexual das mulheres, n\u00e3o se atem apenas a este anseio, pois \u00e9 tamb\u00e9m um objeto de den\u00fancia da viol\u00eancia a qual as mulheres s\u00e3o submetidas diariamente, principalmente nas periferias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que devemos deixar claro, no entanto, \u00e9 o fato de que mesmo havendo este compromisso com a liberta\u00e7\u00e3o feminina, esta express\u00e3o ainda traz marcas profundas deixadas pelo imagin\u00e1rio da domina\u00e7\u00e3o masculina, tais como a competitividade entre as mulheres e a exalta\u00e7\u00e3o da figura masculina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ainda atrav\u00e9s de Bourdieu podemos dizer que todas as pr\u00e1ticas que contribuem para a manuten\u00e7\u00e3o da sociedade permeada pela domina\u00e7\u00e3o masculina se relacionam com as no\u00e7\u00f5es de poder e viol\u00eancia simb\u00f3licos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Podemos compreender por poder simb\u00f3lico, algo bem pr\u00f3ximo ao conceito de ideologia que encontramos em Marx, pois, para Bourdieu (1989, p. 7) \u201co poder simb\u00f3lico \u00e9, com efeito, esse poder invis\u00edvel o qual s\u00f3 pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que n\u00e3o querem saber que lhe est\u00e3o sujeitos ou mesmo que o exercem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Al\u00e9m da domina\u00e7\u00e3o masculina, podemos tomar como representantes do poder simb\u00f3lico em nossa sociedade a estratifica\u00e7\u00e3o social que \u00e9 abordada e aceita como algo natural, pois foi inicialmente reproduzida como algo necess\u00e1rio para a manuten\u00e7\u00e3o de uma ordem metafisicamente estabelecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sendo assim, para que haja a desconstru\u00e7\u00e3o da sociedade de domina\u00e7\u00e3o masculina, existe a necessidade de uma tomada paulatina de consci\u00eancia acerca dessa rela\u00e7\u00e3o de poder que \u00e9 aceita e transmitida entre os pares de forma desapercebida, medida esta dificultada pela exist\u00eancia de outro fator diretamente ligado \u00e0 ades\u00e3o dos dominados ao discurso dominante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nesse sentido, as mulheres podem ser representadas, ent\u00e3o, como v\u00edtimas da viol\u00eancia simb\u00f3lica, pois s\u00e3o impelidas a aderirem e reproduzirem a domina\u00e7\u00e3o masculina atrav\u00e9s de diversos fatores exteriores que permeiam suas exist\u00eancias, afinal, como sabemos, todas as produ\u00e7\u00f5es humanas s\u00e3o pass\u00edveis da transmiss\u00e3o do discurso do poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O funk feminino, ent\u00e3o, apesar de ser uma forte arma de resist\u00eancia \u00e0 sociedade de domina\u00e7\u00e3o masculina, ainda sofre rejei\u00e7\u00e3o porque este ide\u00e1rio est\u00e1 demasiadamente arraigado na sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Podemos entender, no entanto, que a presen\u00e7a e o protagonismo das mulheres dentro de um cen\u00e1rio triplamente desfavorecido, j\u00e1 que al\u00e9m da condi\u00e7\u00e3o de mulher, s\u00e3o, na maioria das vezes, negras e perif\u00e9ricas, j\u00e1 \u00e9 um grande empoderamento em meio a tanta opress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atrav\u00e9s dos conceitos trabalhados, vimos que para que geremos um cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel para o desenvolvimento saud\u00e1vel da humanidade, dependemos de diversas mudan\u00e7as estruturais na sociedade, al\u00e9m da ades\u00e3o de praticas de a\u00e7\u00e3o transformadora como a que promovem as mc\u2019s.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>BOURDIEU, P. <strong>A domina\u00e7\u00e3o masculina<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o Maria Helena K\u00fchner. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.<\/p>\n<p>______.\u00a0<strong>O poder simb\u00f3lico<\/strong>. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil S.A, 1989.<\/p>\n<p>VIANA. L. R. O funk no Brasil: m\u00fasica desimtermediada na cibercultura. <strong>Sonora<\/strong> \u2013 UNICAMP, vol. 3, n\u00ba 5, 2010, p. 3-24.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Isabela Rodrigues INTRODU\u00c7\u00c3O \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em suas apresenta\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 quest\u00e3o de g\u00eanero, o historiador brasileiro Leandro Karnal sempre utiliza dizer que a sociedade na qual estamos inseridos \u00e9 faloc\u00eantrica, isto porque todo processo de formula\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio ocidental contempor\u00e2neo est\u00e1 ligado \u00e0 no\u00e7\u00f5es que nos remontam \u00e0 antiguidade onde os princ\u00edpios mitol\u00f3gicos que permeiam &hellip; <a href=\"https:\/\/repensar.noblogs.org\/?p=50\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">\u201cLATE QUE EU T\u00d4 PASSANDO\u201d: A liberdade feminina atrav\u00e9s do funk<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":10460,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-50","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-general"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/repensar.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/50","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/repensar.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/repensar.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/repensar.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/10460"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/repensar.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=50"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/repensar.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/50\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54,"href":"https:\/\/repensar.noblogs.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/50\/revisions\/54"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/repensar.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=50"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/repensar.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=50"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/repensar.noblogs.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=50"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}